Na escola, numa sala de aula de 5a série, a professora conjuga com a turma o verbo entender. No início todos compartilham as respostas, depois uma brincadeira é sugerida e as crianças adoram. Um jogo anima a classe e faz com que todos participem.
A diversidade está por todos os lados e a escola é o primeiro ambiente real de sociedade para a criança. Existem, num mesmo espaço tantas pessoinhas diferentes.
O jogo começa e aquela garotinha tímida fala a resposta correta baixinho. Uma outra, tida como a espertinha, repete em voz alta e todos acreditam que ela é a mais inteligente. Tem também o menino introvertido que prefere escrever num papelzinho, ou fazer sinais da resposta para o colega. Assim, quem sabe, na hora do recreio o futebol possa ser de todos. Isso porque a garotada amigos, mas sabem ser seletivos até para compartilhar um divertimento. Uma troca, jogo de interesses num mundo ainda tão pequeno.
Então, o que deveria ser uma atividade saudável se transforma numa competição cruel. Logo alguns liderezinhos se destacam. Essas crianças começam a se comportar como poderosos e chegam a humilhar os colegas.
Será assim que se forma uma sociedade individualista, arrogante e sem compaixão? Algumas crianças conseguem quando adultas continuar jogando e usam as regras em todos os aspectos da vida.
Imagino que dessa maneira é que surgem os puxa-tapetes, as chefes arrogantes, os fura-filas, os caloteiros, os mau-caráteres. Que pena!
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
O bater de asas da borboleta e a transformação
Quando se vê uma borboleta, a sensação é de leveza, liberdade e beleza à primeira vista. Mas, depois lembramos que esse inseto, por sua natureza, entra no casulo lagarta e sai uma borboleta. É a metamorfose, fenômeno que simboliza a transformação, a ressurreição para uma vida nova e gloriosa, livre de conceitos materiais e repressões. A borboleta é a humanidade frágil, representa a brevidade da vida.
Além disso, é fácil vir à mente a expressão “efeito borboleta”, denominado, em 1963, por Edward Lorenz, como um fato no qual uma borboleta, batendo suas asas na muralha da China, pode provocar uma tempestade em Nova York, ou seja, fenômenos em que um pequeno fator provoca grandes transformações são mais comuns do que se pensa.
A idéia de que na vida pequenos gestos podem resultar em grandes alterações está presente em cada instante do nosso dia-a-dia.
Entendendo dessa forma, torna-se clara e pertinente a imagem da borboleta batendo as asas nos primeiros segundos de “Por amor a uma criança”, filme de Duane Poole, dirigido por Douglas Barr, baseado no livro “Silence Broken, de Sara O’Meara.
Após a cena do bater de asas da borboleta, a tela é preenchida com a expressão angustiante do rosto de um garoto num ônibus. Ao chegar em casa, ele, tentando fugir do pai furioso, se esconde dentro e um armário de roupas. Diante desse clima de violência, a mãe tapa os ouvidos. Com medo, o garoto pega o telefone e faz uma ligação pedindo ajuda.
Do outro lado da linha, enquanto uma mulher o acalma e pede informações ao garoto, a ligação é rastreada, em 45 segundos. Quando a polícia chega a casa, os pais atendem à porta com a imagem de família feliz e diz que a ligação não passava de um trote. Mas, a polícia desconfiada, entra e se depara com o menino amarrado.
Nesse ponto, as imagens do filme levam o espectador a Tóquio, em 1959, quando novatas atrizes do cinema de Hollywood cantam para as tropas de soldados americanos durante a guerra no Vietnã.
Durante uma tempestade, as duas jovens, vestidas de branco, estão num carro que pára por causa da chuva e têm os olhares e a atenção despertados para algumas crianças sozinhas que se protegem do frio.
Para muitos, aquela cena - de crianças desabrigadas e sem agasalho, passaria despercebida, mas a reação das moças, Sara e de Yvonne, foi impulsiva e para o bem. Sem hesitar, elas vão até os pequenos japoneses e, mesmo não se entendendo pelas palavras, foi nítida a necessidade e a urgência de ajuda.
O gesto de levar as crianças para o hotel, banhá-las, dar alimento e agasalho foi natural. Era como se não houvesse alternativa. Nesse momento, o espectador pode se questionar se tomariam aquela atitude se estivesse naquela situação.
As 11 crianças eram fruto de relações de soldados americanos com japonesas. Essas amerasians - japonesas/ americanas - eram rejeitadas pelas famílias e também pelos orfanatos, pois eram crianças mestiças.
Mais uma vez, e assim é até o final do filme, o espectador é levado ao passado e trazido ao presente na seqüência. As cenas de flasback tentam mostrar a trajetória de Sara e de Yvonne, em três estágios: aos 20, aos 30 e aos 60 anos de idade. Aos poucos, pode-se notar que as 11 crianças abandonas, em 1959, foram o bater de asas da borboleta que culminou na fundação de uma organização, Childhelp USA, para prevenção, resgate e tratamento de crianças em situação de maus tratos, negligência e abandono.
De volta ao tempo atual do filme, Jacob, ainda angustiado e nervoso, é levado à organização, com a fachada “Todos que entrarem aqui encontrarão amor”. O garoto tem expressões de medo e não se sente à vontade. Sempre agarrado ao bichinho de pelúcia, olha desconfiado para tudo e para todos. Com o corpo encolhido e com o olhar vindo de baixo, ele é muito inquieto ao dormir e tem repulsa a ser coberto.
Quando ele acorda, o garotinho Michael, que dormia ao lado, vai até Jacob e conta sobre a sua mãe, que ela o deixava acender o cigarro. Quando o menino se vira para se deitar novamente, nas costas dele estava escrito com marcas de cigarro: BAD BOY.
As cenas de flashback mostram que Sara e Yvonne parecem não se conformar com a resistência em aceitar aquelas crianças. Eram apenas crianças. Foram de orfanato em orfanato em busca de cuidados e abrigo para os mestiços. Até que encontraram uma mulher, Mama Kin, que já acomodava algumas dessas crianças abandonadas. Mas não tinha nem espaço, nem recursos para mais aquelas.
Era como se o olhar de uma dissesse algo para a outra e logo a solução vinha da dupla que no dia seguinte cantava de vestidos pretos para os soldados. Durante a canção, pediam, com muito charme e alegria, ajuda para as crianças abandonadas. Todos ajudam. O coronel, ‘chefe’ delas, diz: “Vocês querem mudar o que os governos não fazem. É uma causa impossível. Contratei artistas e não assistentes sociais”. As garotas perguntam ao coronel: “O que faria se fossem seus filhos?”.
Em seguida, são caminhões estacionando e os soldados descarregando sacos de alimentos no abrigo da Mama Kin. Assim, ficou clara a idéia de tratar aquelas crianças como se fossem seus filhos.
Anos passaram. Em 1978, Sara e Yvonne estão negociando espaço para a instituição, com o Bispo O’Connor que aceita vender o terreno por U$1,800 milhões.
A partir daí, as histórias se encontram. A Childhelp ganha prioridade na trama. O foco agora é a organização – a trajetória das garotas dá lugar ao desenvolvimento do trabalho da equipe que no dia-a-dia cuida e luta pela vida em segurança de crianças ali abrigadas.
O espectador, nesse instante, assim como o personagem Jacob, toma conhecimento de que ele e o seu companheiro de quarto não são os únicos a sofrer com a violência dos pais.
Laura é uma menina que tem uma cicatriz do lado direito do rosto – o sinal foi provocado por uma navalha nas mãos do namorado da mãe, Jonhny. Laura usa tintas vermelhas em seus quadros. O que parece ser um auto-retrato: um rosto azul com lágrimas e um símbolo . Quando Laura vê a água saindo da torneira, ela diz ”não me obrigue”. Jonhny, que cumpre 10 meses de prisão, a colocava na banheira com água bem quente e a trancava no armário.
A mãe da garota vai visitá-la e a quer de volta. Não é o desejo de Laura, mas ela se preocupa com a irmãzinha que pode precisar dela quando Jonhny sair da cadeia. Mesmo assim, tem consciência de que ainda não está preparada. É uma criança adulterada pelas experiências negativas. Outro ponto é a cicatriz, que ela diz que saberá hora de retirá-la, quando conversa com sra. Graysson.
Essa, por sua vez, também tem espaço no filme. Quando ela chega em casa, do trabalho da Childhelp, se depara sempre com o seu conflito com a filha adolescente que menospreza a ajuda promovida às crianças, chamando-as de retardadas. Derruba algumas folhas no chão, ao pegar a garota se sensibiliza com os desenhos feitos pelas crianças.
Os pais de Jacob vão à Childhelp para buscá-lo. Sara e Yvonne não permitem. Nessa noite, Jacob foge da instituição, mas o rapaz (quase morto duas vezes pela mãe alcoólatra) que cuida do rancho e dos animais vai buscá-lo. Compreende a fuga, e sabe que é por causa da visita dos pais, Jacob não quer voltar para casa.
Jacob, que fala só em 3ª pessoa, enterra um bonequinho. Logo é percebido algum trauma. Quando investigam o quintal da família dele, cavam e encontram um pé do tênis do menino. Jacob conta que o pai dele o havia enterrado e dado um canudo para ele respirar.
Essa foi a justificativa para mandar prender os pais de Jacob e eliminar a chance de ele tê-lo de volta um dia.
“Por Amor a uma Criança” chega ao fim do segundo estágio com Sara e Yvonne apreensivas com a decisão de Laura, já sem a cicatriz, voltar para casa e com Michel tendo retornado à mãe. Com o sentimento de impotência e de insegurança também estava Graysson. Elas temem que as crianças não fiquem seguras, sem o apoio e a proteção da Childhelp.
Na manhã seguinte, a notícia da morte da Michael chega à instituição. A sensação é de culpa. Sara e Yvonne se confortam e tentam não se sentirem culpadas por terem deixado o garotinho ir embora.
As duas horas de filme terminam com Jacob adulto, cursando medicina e trabalhando pela organização que partiu num bater de asas de borboletas em Tóquio e que salvou mais de 3 milhões de crianças nos Estados Unidos e Canadá.
Além disso, é fácil vir à mente a expressão “efeito borboleta”, denominado, em 1963, por Edward Lorenz, como um fato no qual uma borboleta, batendo suas asas na muralha da China, pode provocar uma tempestade em Nova York, ou seja, fenômenos em que um pequeno fator provoca grandes transformações são mais comuns do que se pensa.
A idéia de que na vida pequenos gestos podem resultar em grandes alterações está presente em cada instante do nosso dia-a-dia.
Entendendo dessa forma, torna-se clara e pertinente a imagem da borboleta batendo as asas nos primeiros segundos de “Por amor a uma criança”, filme de Duane Poole, dirigido por Douglas Barr, baseado no livro “Silence Broken, de Sara O’Meara.
Após a cena do bater de asas da borboleta, a tela é preenchida com a expressão angustiante do rosto de um garoto num ônibus. Ao chegar em casa, ele, tentando fugir do pai furioso, se esconde dentro e um armário de roupas. Diante desse clima de violência, a mãe tapa os ouvidos. Com medo, o garoto pega o telefone e faz uma ligação pedindo ajuda.
Do outro lado da linha, enquanto uma mulher o acalma e pede informações ao garoto, a ligação é rastreada, em 45 segundos. Quando a polícia chega a casa, os pais atendem à porta com a imagem de família feliz e diz que a ligação não passava de um trote. Mas, a polícia desconfiada, entra e se depara com o menino amarrado.
Nesse ponto, as imagens do filme levam o espectador a Tóquio, em 1959, quando novatas atrizes do cinema de Hollywood cantam para as tropas de soldados americanos durante a guerra no Vietnã.
Durante uma tempestade, as duas jovens, vestidas de branco, estão num carro que pára por causa da chuva e têm os olhares e a atenção despertados para algumas crianças sozinhas que se protegem do frio.
Para muitos, aquela cena - de crianças desabrigadas e sem agasalho, passaria despercebida, mas a reação das moças, Sara e de Yvonne, foi impulsiva e para o bem. Sem hesitar, elas vão até os pequenos japoneses e, mesmo não se entendendo pelas palavras, foi nítida a necessidade e a urgência de ajuda.
O gesto de levar as crianças para o hotel, banhá-las, dar alimento e agasalho foi natural. Era como se não houvesse alternativa. Nesse momento, o espectador pode se questionar se tomariam aquela atitude se estivesse naquela situação.
As 11 crianças eram fruto de relações de soldados americanos com japonesas. Essas amerasians - japonesas/ americanas - eram rejeitadas pelas famílias e também pelos orfanatos, pois eram crianças mestiças.
Mais uma vez, e assim é até o final do filme, o espectador é levado ao passado e trazido ao presente na seqüência. As cenas de flasback tentam mostrar a trajetória de Sara e de Yvonne, em três estágios: aos 20, aos 30 e aos 60 anos de idade. Aos poucos, pode-se notar que as 11 crianças abandonas, em 1959, foram o bater de asas da borboleta que culminou na fundação de uma organização, Childhelp USA, para prevenção, resgate e tratamento de crianças em situação de maus tratos, negligência e abandono.
De volta ao tempo atual do filme, Jacob, ainda angustiado e nervoso, é levado à organização, com a fachada “Todos que entrarem aqui encontrarão amor”. O garoto tem expressões de medo e não se sente à vontade. Sempre agarrado ao bichinho de pelúcia, olha desconfiado para tudo e para todos. Com o corpo encolhido e com o olhar vindo de baixo, ele é muito inquieto ao dormir e tem repulsa a ser coberto.
Quando ele acorda, o garotinho Michael, que dormia ao lado, vai até Jacob e conta sobre a sua mãe, que ela o deixava acender o cigarro. Quando o menino se vira para se deitar novamente, nas costas dele estava escrito com marcas de cigarro: BAD BOY.
As cenas de flashback mostram que Sara e Yvonne parecem não se conformar com a resistência em aceitar aquelas crianças. Eram apenas crianças. Foram de orfanato em orfanato em busca de cuidados e abrigo para os mestiços. Até que encontraram uma mulher, Mama Kin, que já acomodava algumas dessas crianças abandonadas. Mas não tinha nem espaço, nem recursos para mais aquelas.
Era como se o olhar de uma dissesse algo para a outra e logo a solução vinha da dupla que no dia seguinte cantava de vestidos pretos para os soldados. Durante a canção, pediam, com muito charme e alegria, ajuda para as crianças abandonadas. Todos ajudam. O coronel, ‘chefe’ delas, diz: “Vocês querem mudar o que os governos não fazem. É uma causa impossível. Contratei artistas e não assistentes sociais”. As garotas perguntam ao coronel: “O que faria se fossem seus filhos?”.
Em seguida, são caminhões estacionando e os soldados descarregando sacos de alimentos no abrigo da Mama Kin. Assim, ficou clara a idéia de tratar aquelas crianças como se fossem seus filhos.
Anos passaram. Em 1978, Sara e Yvonne estão negociando espaço para a instituição, com o Bispo O’Connor que aceita vender o terreno por U$1,800 milhões.
A partir daí, as histórias se encontram. A Childhelp ganha prioridade na trama. O foco agora é a organização – a trajetória das garotas dá lugar ao desenvolvimento do trabalho da equipe que no dia-a-dia cuida e luta pela vida em segurança de crianças ali abrigadas.
O espectador, nesse instante, assim como o personagem Jacob, toma conhecimento de que ele e o seu companheiro de quarto não são os únicos a sofrer com a violência dos pais.
Laura é uma menina que tem uma cicatriz do lado direito do rosto – o sinal foi provocado por uma navalha nas mãos do namorado da mãe, Jonhny. Laura usa tintas vermelhas em seus quadros. O que parece ser um auto-retrato: um rosto azul com lágrimas e um símbolo . Quando Laura vê a água saindo da torneira, ela diz ”não me obrigue”. Jonhny, que cumpre 10 meses de prisão, a colocava na banheira com água bem quente e a trancava no armário.
A mãe da garota vai visitá-la e a quer de volta. Não é o desejo de Laura, mas ela se preocupa com a irmãzinha que pode precisar dela quando Jonhny sair da cadeia. Mesmo assim, tem consciência de que ainda não está preparada. É uma criança adulterada pelas experiências negativas. Outro ponto é a cicatriz, que ela diz que saberá hora de retirá-la, quando conversa com sra. Graysson.
Essa, por sua vez, também tem espaço no filme. Quando ela chega em casa, do trabalho da Childhelp, se depara sempre com o seu conflito com a filha adolescente que menospreza a ajuda promovida às crianças, chamando-as de retardadas. Derruba algumas folhas no chão, ao pegar a garota se sensibiliza com os desenhos feitos pelas crianças.
Os pais de Jacob vão à Childhelp para buscá-lo. Sara e Yvonne não permitem. Nessa noite, Jacob foge da instituição, mas o rapaz (quase morto duas vezes pela mãe alcoólatra) que cuida do rancho e dos animais vai buscá-lo. Compreende a fuga, e sabe que é por causa da visita dos pais, Jacob não quer voltar para casa.
Jacob, que fala só em 3ª pessoa, enterra um bonequinho. Logo é percebido algum trauma. Quando investigam o quintal da família dele, cavam e encontram um pé do tênis do menino. Jacob conta que o pai dele o havia enterrado e dado um canudo para ele respirar.
Essa foi a justificativa para mandar prender os pais de Jacob e eliminar a chance de ele tê-lo de volta um dia.
“Por Amor a uma Criança” chega ao fim do segundo estágio com Sara e Yvonne apreensivas com a decisão de Laura, já sem a cicatriz, voltar para casa e com Michel tendo retornado à mãe. Com o sentimento de impotência e de insegurança também estava Graysson. Elas temem que as crianças não fiquem seguras, sem o apoio e a proteção da Childhelp.
Na manhã seguinte, a notícia da morte da Michael chega à instituição. A sensação é de culpa. Sara e Yvonne se confortam e tentam não se sentirem culpadas por terem deixado o garotinho ir embora.
As duas horas de filme terminam com Jacob adulto, cursando medicina e trabalhando pela organização que partiu num bater de asas de borboletas em Tóquio e que salvou mais de 3 milhões de crianças nos Estados Unidos e Canadá.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Desenho animado: tempo útil ou perdido?
Quando o assunto é criança, toda conversa me interessa. Às vezes, percebo as pessoas conversando sobre comportamento agressivo e noto como frase freqüente: “Antigamente era diferente”! Essas pessoas atribuem as atitudes violentas dos pequenos aos desenhos animados. Dizem que agora todo tipo de desenho tem luta, briga, armas... Aí tento me lembrar dos que eu assistia. Pica-pau, por exemplo, é pura violência, é um batendo no outro e apontando armas durante todo o desenho. Hoje, percebo nas animações, que há uma lógica. Eu explico: a luta não é simplesmente uma violência, tem o conceito do bem e o do mal, cito Cavaleiros do Zodíaco. As crianças são incentivadas a torcer pela vitória daqueles que estão do lado do bem.
Penso que a influência de um desenho animado no comportamento da criança depende da vida dela dentro e fora de casa, ou melhor, uma criança que tem uma vida tranqüila com a família e com os amigos pode absorver de forma completamente diferente de outra criança que tem uma vida conturbada, cheia de problemas em casa e/ou na escola.
Desenhos que oferecem no seu conteúdo: valores éticos, morais e modelos de comportamentos e de atitudes importantes para a formação da criança podem ensiná-las a agir da mesma forma, já que toda criança tem a tendência a copiar o que vê. Entretanto, não é preciso procurar muito na programação infantil para se deparar com cenas de violência.
Os mais tradicionais e de estrutura aparentemente inocente e divertida, na maioria das vezes, podem conter nas atitudes dos personagens não só violência, mas também exemplos de comportamentos não-recomendáveis, tais como: traição, deboche, humilhação, inveja. Esses sãos sentimentos que uma criança consegue, com facilidade, distinguir? Talvez. Porém, se a postura ruim do personagem do desenho “se der bem” por agir de forma incorreta, por exemplo, toda e qualquer criança fica sem a noção de certo e errado, cria-se um desequilíbrio entre o positivo e o negativo. Ou ainda, se um comportamento desonesto for transmitido pelo desenho como uma piadinha. O errado será engraçado? É importante ter cuidado com o que os desenhos ensinam.
Há, ainda, desenhos no qual existem problemas a serem resolvidos, assim a criança participa do mecanismo de planejamento da estratégia a ser utilizada pelo bem contra o mal. Mas, é indispensável que criança perceba a não-necessidade da violência para resolver os conflitos, os problemas e as confusões da história.
Por conta disso tudo, é imprescindível que os adultos, sejam eles pais, professores, qualquer pessoa que lida com crianças, sempre esclareçam os tópicos expostos no conteúdo do desenho, façam comentários a respeito das atitudes tomadas pelos personagens e o porquê de cada uma delas e de suas conseqüências.
A criança tem capacidades limitadas de análise e de raciocínio, sendo um receptor passivo das informações transmitidas pelos desenhos animados. Mas, se houver de alguma maneira, uma discussão das mensagens recebidas, a criança terá a oportunidade pensar, conversar, interpretar e aprender o melhor exemplo a seguir. Sendo assim, a criança poderá usufruir de maneira produtiva o tempo de exposição à TV.
É, sim, possível equilibrar o processo de assimilação do desenho animado entre as crianças. Cabe aos adultos responsáveis utilizar de forma sábia o que lhes é oferecido. A qualidade do produto - ‘desenho animado’ - depende do é feito das mensagens, o que e como a absorção deve acontecer. Essa absorção precisa ser monitorada pelos pais e dirigida para um aprendizado útil. Simplesmente deixá-las ‘ocupadas’ na frente da TV não é o melhor caminho para uma boa educação. As crianças precisam de apoio para não para tirarem suas próprias conclusões.
O trabalho deve ser dos pais, irmãos mais velhos, professores, de todas as pessoas envolvidas com crianças. Pelo menos, pedirem para contar a historinha de um desenho que tenham assistido. Depois é importante conversar e usar o desenho como ferramenta para um ensinamento. Com essa postura inteligente, o desenho animado pode ser sempre um instrumento de educação e não de tempo perdido.
Penso que a influência de um desenho animado no comportamento da criança depende da vida dela dentro e fora de casa, ou melhor, uma criança que tem uma vida tranqüila com a família e com os amigos pode absorver de forma completamente diferente de outra criança que tem uma vida conturbada, cheia de problemas em casa e/ou na escola.
Desenhos que oferecem no seu conteúdo: valores éticos, morais e modelos de comportamentos e de atitudes importantes para a formação da criança podem ensiná-las a agir da mesma forma, já que toda criança tem a tendência a copiar o que vê. Entretanto, não é preciso procurar muito na programação infantil para se deparar com cenas de violência.
Os mais tradicionais e de estrutura aparentemente inocente e divertida, na maioria das vezes, podem conter nas atitudes dos personagens não só violência, mas também exemplos de comportamentos não-recomendáveis, tais como: traição, deboche, humilhação, inveja. Esses sãos sentimentos que uma criança consegue, com facilidade, distinguir? Talvez. Porém, se a postura ruim do personagem do desenho “se der bem” por agir de forma incorreta, por exemplo, toda e qualquer criança fica sem a noção de certo e errado, cria-se um desequilíbrio entre o positivo e o negativo. Ou ainda, se um comportamento desonesto for transmitido pelo desenho como uma piadinha. O errado será engraçado? É importante ter cuidado com o que os desenhos ensinam.
Há, ainda, desenhos no qual existem problemas a serem resolvidos, assim a criança participa do mecanismo de planejamento da estratégia a ser utilizada pelo bem contra o mal. Mas, é indispensável que criança perceba a não-necessidade da violência para resolver os conflitos, os problemas e as confusões da história.
Por conta disso tudo, é imprescindível que os adultos, sejam eles pais, professores, qualquer pessoa que lida com crianças, sempre esclareçam os tópicos expostos no conteúdo do desenho, façam comentários a respeito das atitudes tomadas pelos personagens e o porquê de cada uma delas e de suas conseqüências.
A criança tem capacidades limitadas de análise e de raciocínio, sendo um receptor passivo das informações transmitidas pelos desenhos animados. Mas, se houver de alguma maneira, uma discussão das mensagens recebidas, a criança terá a oportunidade pensar, conversar, interpretar e aprender o melhor exemplo a seguir. Sendo assim, a criança poderá usufruir de maneira produtiva o tempo de exposição à TV.
É, sim, possível equilibrar o processo de assimilação do desenho animado entre as crianças. Cabe aos adultos responsáveis utilizar de forma sábia o que lhes é oferecido. A qualidade do produto - ‘desenho animado’ - depende do é feito das mensagens, o que e como a absorção deve acontecer. Essa absorção precisa ser monitorada pelos pais e dirigida para um aprendizado útil. Simplesmente deixá-las ‘ocupadas’ na frente da TV não é o melhor caminho para uma boa educação. As crianças precisam de apoio para não para tirarem suas próprias conclusões.
O trabalho deve ser dos pais, irmãos mais velhos, professores, de todas as pessoas envolvidas com crianças. Pelo menos, pedirem para contar a historinha de um desenho que tenham assistido. Depois é importante conversar e usar o desenho como ferramenta para um ensinamento. Com essa postura inteligente, o desenho animado pode ser sempre um instrumento de educação e não de tempo perdido.
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